Movimentos radicais


No Brasil, são milhares de anos de proprietários espoliadores de terras públicas, grileiros e tomadores de glebas que legalmente foram aquinhoadas, mas imoralmente.


Política Agrária
- Novamente o Movimento dos Sem-Terra está nas páginas dos jornais brasileiros que surge sempre com o olhar contestador do formador de opinião midiático. Na realidade, todos os movimentos sociais, que nascem do espaço social, deverão sofrer o repúdio daqueles que perdem pequenas partes do poder político e econômico. Os enfrentamentos são indispensáveis no sentido de permitir a igualdade social. A sociedade não pode ser apenas o lugar de uma ordem determinada, sem questionamentos que permite mudanças para certa igualdade e democracia.

Nada justifica as mortes no campo, numa luta que geralmente atinge pessoas desafortunadas. Se há radicalidades no MST não se deve esquecer que existe violência do outro lado, defensores do latifúndio, no que se refere a manutenção da hegemonia. No Brasil, são milhares de anos de proprietários espoliadores de terras públicas, grileiros e tomadores de glebas que legalmente foram aquinhoadas, mas imoralmente. Difícil imaginar que o congresso nacional, dirigido por várias autoridades que mantém grandes latifúndios, pudesse defender a redução das grandes propriedades. A rigor, questão que precisa ser discutida, pois a terra precisa atender o seu fim, não de capital, mas de produção. Mesmo que as plantações, que devem ocupar pequenas extensões, sirvam apenas para a subsistência de uma família, sem a lucratividade sacrossanta.

Há radicalidades nos movimentos sociais, sem dúvida, mas os atos reacionários vão além da simples razão, e que infelizmente estão fora das discussões das grandes mídias. Assim caminha a humanidade e o Brasil.

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