Política e poder da informação

No Brasil, torna-se cada vez mais patente a dúvida e a falta de interesse dos eleitores pela redução do Estado-do-Bem-estar-social

Sociedade - Se vivemos o tempo do carnaval da alegria das passarelas e avenidas dos municípios brasileiros, os jornais do país extravasam, e cada vez mais, com discurso em apoio ao Brasil privatizado. Na grande imprensa, acompanhada de maneira alienada pelos jornais regionais, a nota é uma só: a única saída para uma nação desenvolvida se dará pela lógica do mercado, pois são empreendedores privados os capazes de promover o progresso. Numa espécie de seleção natural, os melhores sobressaem, como se nessa afirmação contivesse toda a verdade, que no final descreve todo interesse para a administração de um território, o qual deve gravitar em torno de um poder.

Puxado pelos políticos tucanos que representam os interesses neoliberais, as informações jornalísticas – sobretudo nas editorias de opinião – analisam que tudo que o setor privado toca vira ouro, instantaneamente, embora os formadores de opinião esquecem-se dos grandes problemas provados pelo excesso de poder, que culminou com pobreza e perda de controle político nos principais centros econômicos mundiais, como Estados Unidos e Europa.

Na Grécia, Espanha e Portugal, para ficarmos em alguns exemplos, vivem os piores dos seus dias, com população que se depara com a destruição da esfera política e pública. Em contraposição promovem movimentos cotidianos em defesa da democracia e autonomia interna, que se esvai.
No Brasil, torna-se cada vez mais patente a dúvida e a falta de interesse dos eleitores pela redução do Estado-do-Bem-estar-social.

Partidos como PSDB e DEM, em função da falta de apoio popular vão abrindo espaço para legendas com ideologia mais socializantes – mesmo que isso não se revele tão transparente. Não se trata de formar uma nação comunista ou do gênero, mas a busca da opinião da “massa” é pela segurança do público, quanto aos seus interesses elementares, como se alimentar e boa educação para os filhos.

Neste sentido é cada vez mais difícil para as lideranças de partidos que se posicionam contra o Estado ganharem terreno na arena política – apenas sendo ponta de lança de um sistema global. Nacional ou local a administração destes partidos, neste espectro, se submete à administração de falcões dos temidos centros econômicos. Cabe destacar a força do setor diante do apoio financeiro de seus parceiros, que vislumbrar uma ordem brasileira e global, conforme modelo financeiro.

Numa análise, que seja superficial, é notório que quanto mais forma-se uma opinião pública mais participativa e contestadora, os textos de partes da mídia aperta o cerco contra a defesa do Estado. Cada vez menos esconde suas propostas e objetivos, afinal enquanto empresas estão no topo de uma hierarquia de poder.

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