Popularidade de Obama num país em crise


Afinal, para os impérios acima de tudo o poder, que são dependes da política, economia e comunicação, dentro das velhas tradições. O mundo parece querer mudar

POLÍTICA GLOBAL – Todas as vezes que os grupos representantivos não conseguem responder as crises de um país, logo vem à informação que a figura de seu líder está em queda, como se os problemas de uma nação ocorresse em função da incompetência de uma única pessoa. Afinal, nunca é demais repetir: não há governo sem grupos de autoridades a sua volta, estas são formadas por contingentes que envolvem os grandes interesses de valorosos nomes que, de fato, se propõem a conduzir os governos e o país. Nos Estados Unidos não será diferente.

Conforme editorial do jornal Folha de S. Paulo, publicado hoje (12), “Foram efêmeros os efeitos positivos do assassínio de Bin Laden na popularidade do presidente americano, Barack Obama. Segundo pesquisa do jornal “Washington Post” com a rede de TV ABC, sua aprovação era de 47% em abril, pulou para 56% após a morte do terrorista e, neste mês, retornou ao nível anterior”.

Certamente, nem mesmo os números são exatos, mas não se deve desconsiderar a perda de popularidade de Obama, considerando que os Estados Unidos vem sendo questionados da sua posição no comando da ordem global.

Na realidade a crise que atinge o Estado mais rico do mundo diz respeito aos procedimentos políticos e econômicos, de uma nação que vive em torno de seu símbolo de poder. Como há movimentos sociais, pessoas simples que estão na base deste processo, inevitável às transformações. A globalização torna o mundo em mais complexo e difícil de controlar, e não basta a força para a sua ordenação. Muitas vezes os discursos do império sofrem resistências pontuais, que se espalham.

Os pés do gigante (economia, política e comunicação) começam a não sustentar o seu peso. Neste sentido, haverá trocas sucessivas para a manutenção de uma ordem que não obtém mais respaldo na ordem global.

O capitalismo vive de crises, bem verdade, mas suas rupturas levam as mudanças inexoráveis de comportamento daqueles que sustenta normas e valores. Mas é importante notar que as crises resultam a movimentos não somente nas trocas econômicas, mas de um sistema como um todo, até mesmo da liderança de países.

Neste sentido, a China vem se mostrando a bola da vez, com um comunismo interno e capitalismo externo. Portanto, as duas coisas se misturam, mas não se trata somente das lógicas dos grandes falcões, do establishment.

Razoável, pensar que Obama não será mais será reeleito, pois a aposta em uma figura que tivessem signos de integração entre diferentes nações, com estilo de vida mais próximo aos excluídos, parece que não deu certo. Afinal, para os impérios acima de tudo o poder, que são dependes da política, economia e comunicação, dentro das velhas tradições. O mundo parece querer mudar.

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