Guerra na Líbia

Talvez seja necessário analisar detidamente qual democracia e igualdade nacionais e globais estamos falando

  











ALDEIA GLOBAL – Se analisada as informações dos jornais e agências de notícias internacionais, a queda de Muammar Gaddafi é iminente, não há possibilidade haver reversão no processo de domínio do governo pelos grupos rebeldes.  A guerra que se estabeleceu no país resulta, sobremaneira, em ações de França, Inglaterra e Estados Unidos, pois, os insurgentes, despreparados e sem armamentos não teriam condições de enfrentar o poderio estatal de um presidente no poder há mais de quatro décadas.

A vitória, portanto, não resume a algumas lideranças de oposição ao regime, mas de política estabelecida pelas grandes nações e sua defesa de política democrática.

Dois pontos importantes que devem ser analisados rapidamente. Em primeiro lugar, por se tratar de um país formado por tribos com culturas distintas a negociação para a formação de um governo poderá resultar em mais conflitos, para resoluções capazes de levar uma nação inteira a problemas econômicos – a Líbia é grande produtora de petróleo. Dificilmente as nações que se envolveram nas ações bélicas diretamente, se dedicarão intensamente ao debate e conflitos internos. Afinal, a crise econômica assola os países mais ricos, portanto, precisam cuidar de seus problemas sociais e financeiros internos, além de político.

Depois, na ordem global, chefiada pelos Estados Unidos, agora tem ao seu lado de público o apoio da França e Inglaterra, portanto, aliadas na definição do sistema que deve reger as nações mundiais. A democracia está estabelecida pela lógica de liberdade dos povos, mas sempre numa visão da cultura destes países. Esta visão torna mais complicada a análise do que ocorrerá de agora em diante, pois as identidades culturais nos diversos países são diferentes, assim como a política e economia.

Pensar um mundo integrado por uma única filosofia seria um excesso, que leva a pensar numa hegemonia de poder, o que não é uma perspectiva nova, mas numa sociedade global cada vez mais complexa, os enfrentamentos podem se acirrar.

Neste momento vale observar o que resultará dos conflitos locais, com interferências globais no Iraque, no Afeganistão, entre países do oriente médio e agora Líbia. Talvez seja necessário analisar detidamente qual democracia e igualdade nacionais e globais estamos falando.

Filosofia política da presidenta

Para os grandes filósofos políticos, quem quer permanecer no governo precisa definir um lado, não é possível manter os pés em duas canoas políticas. A rigor, pode se dizer que não há diferença entre esquerda e direita nos tempos modernos, mas no final as ideológicas tendem a aparecer com muita força

GOVERNO – Neste momento a presidente Dilma Rousseff (PT) deixa a opinião pública em dúvida quanto aos seus procedimentos políticos, principalmente, ao propor uma ampla moralização nos ministérios, que atingem diversos nomes de parlamentares da base aliada. Ao mesmo tempo sinaliza aproximação com os adversários declarados das lideranças partidárias que a elegeram. De fato, a cada passo deve estar sendo orientada por conhecedores das entranhas do poder estatal.

 Diferentemente de Lula que se apresenta como exímio negociador com diferentes segmentos da sociedade, devido sua militância sindical, Rousseff demonstra determinação para a organização do governo, numa atitude mais técnica, mesmo que isso resulte em desgaste e dificuldades nos diálogos com os aliados. Se a conversa dentro de casa não deverá ser fácil, então surge um elemento que pode balizar as decisões, a presença da oposição, como forma de aumentar suas alternativas em momentos de crise. A princípio uma ameaça aos aliados, porém na condição de não-refém daqueles que a entendem como iniciante na política, e portanto necessitasse de apoio a todo instante – estrutura, formada por pessoas que exigem benefícios particulares.

Esta seria uma forma de evitar o aviltamento do poder dos aliados, ávidos por usar cargos e status para se manter no poder estatal, usando os cofres públicos. Afinal, precisa obter lastro para suas decisões próprias. Um claro sinal para os amigos partidários, inclusive pessoas ligadas ao seu partido. No entanto, o que precisa cuidar-se é para que a estratégia não saia do tom, perdendo o apoio tanto dos aliados como dos amigos da oposição, dentre eles o ilustre e experiente ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Além do que, a visão liberal, defendida por partidos como DEM (conservador) e PSDB (em parte moderado), de uma sociedade moderna aos parâmetros globais pode sobrepor as lógicas de uma sociedade que se espelha na desigualdade social e local, defendida pela presidente na campanha eleitoral. A força do industrialismo que promove riquezas e extermina a pobreza brasileira e mundial, embora seja um discurso sem resultados práticos, ainda fascina aqueles que desejam os benefícios de um sistema concentrador e de prazeres a um minoria ilustre e iluminada.

Se o termômetro das decisões for às pesquisas eleitorais, deve-se ressaltar que Collor de Melo aparecia sempre bem nas pesquisas em seu início de governo, tanto que venceu Lula, mesmo sem ser conhecido pela população brasileira, mas que contou com a publicidade das grandes empresas de comunicação brasileiras. Logo após, na eleição seguinte, Fernando Henrique Cardoso foi aplaudido pela opinião pública, principalmente no primeiro governo, no entanto terminou seu mandato com aceitação que tornava questionável seu governo de dependência internacional.

O que sobressai neste momento é a instabilidade política, que deixa dúvida tanto nos aliados como na oposição. Para os grandes filósofos políticos, quem quer permanecer no governo precisa definir um lado, não é possível manter os pés em duas canoas políticas. A rigor, pode se dizer que não há diferença entre esquerda e direita nos tempos modernos, mas no final as ideológicas tendem a aparecer com muita força.

Faxina de Dilma

A execração de nomes em praça pública, neste caso com a publicidade da mídia, pode resultar em parcerias inseguras para resultados obscuros. A rigor, não é possível em seis meses investir numa cultura política que se arrasta por séculos


CORRUPÇÃO POLÍTICA – Há um consenso na sociedade que perdura desde a descoberta do Brasil, de que é necessária a moralização da política do país, pois ao ser colonizado por Portugal viveu sob o manto da corrupção, com espoliação dos nativos para ganhos financeiros da coroa real. Passado mais de 500 anos o sentimento de ética, democracia e igualdade continua na ordem do dia, diante de políticos que enriquecem em pouco tempo, pertencentes a grupos econômicos. No entanto, em muitos momentos é necessário relativizar, pois a generalização é perigosa, afinal, a dose do remédio não pode matar o paciente.

A palavra faxina que tanto aparece na mídia nos últimos dias faz referência à saída de vários ministros de estado, que alinhados a partidos da base do governo, usaram seus cargos para comprovados ataques aos cofres públicos, como transparece no transporte, turismo e agricultura.  No entanto, a limpeza se relaciona com a determinação de uma mulher que se mostra interessada na moralização, na ética na política nacional. Diferentemente do que ocorreu com Lula, a presidente ganha apoio da mídia e de lideranças da oposição. Sobressai a competência técnica, mas a figura política não se revela – ela chega a “brincar” com o termo, ao ressaltar em evento público, “que esse País tem de fazer a faxina (é) contra a miséria”.

Parece ser o caminho da moralização, mas pode ser vias perigosas, pois na política as negociações não são fáceis, que se faz pelo fisiologismo numa rede que atrela significativa parte de importantes lideranças partidárias.  A execração de nomes em praça pública, neste caso com a publicidade da mídia, pode resultar em parcerias inseguras para resultados obscuros. A rigor, não é possível em seis meses investir numa cultura política que se arrasta por séculos. As negociações são necessárias para qualquer governo que propõe mudanças significativas, as quais oferecem na prática mudanças sociais, em conformidade com os interesses sociais – do colonizado.

Não se trata de participar de negociações escusas, sendo conivente com a falta de ética e corrupção, mas na política é possível resultados com estratégia, com apoio popular e relacionamentos partidários. A saída de Wagner Rossi, da agricultura, seria inevitável diante de tanta pressão midiática e da opinião pública. Não há dúvida de que o jogo em Brasília ficou ainda mais complexo, se considerar a instabilidade do ambiente político. Haverá outras denúncias e movimento da oposição em torno de suas estratégias de enfraquecer o governo.

Finalmente, comum os meios de comunicação no Brasil generalizarem atos de corrupção entre os representantes políticos, mas cabe ressaltar que nem todos usam o seu cargo público em benefício próprio, muitos deles recebem a confiança de parte dos eleitores.  A despolitização, ou descrença com a política, não serve aos interesses sociais, mas de grupos se que fazem hegemônicos na tomada de decisões, em nome da alienação do eleitorado.

Internet nos conflitos globais

Certamente, a instabilidade econômica está em paralelo ou em consequência com o grande fluxo de informação, o que provoca transformações na estrutura política e social no velho e novo mundo

 
MÍDIAS GLOBAIS – Em meio à crise econômica, um assunto vai se perdendo sem debate que merece: o uso da comunicação on-line por grupos sociais contra a política e o estado moderno. A morte de um rapaz negro da periferia (Mr Duggan, 29 anos – foto ao lado), pela polícia inglesa, serviu mais uma vez como estopim para manifestações violentas de jovens que espalhou terror pelas ruas de Londres, cidade do velho mundo. As autoridades imediatamente já buscaram estratégias de conter os movimentos, inicialmente impedindo o uso da internet, capaz de mobilizar multidões. O problema, portanto, estaria na comunicação ao alcance das pessoas que causam tumultos e tira o sossego das autoridades em férias.

De fato, não somente os londrinos passam pelos movimentos de indivíduos que, indignados com a política e econômica, saem às ruas ou praças aos gritos com palavras de ordem e ações que tumultuam e causam instabilidade social. Na Europa recentemente os franceses assistiram carros em chamas e polícias atirando para todos os lados, com o intuito de conter a revolta de jovens imigrantes trabalhadores, descontentes com as intervenções políticas do governo de Nicolas Sarkozy, contra os estrangeiros. A tensão continua.

Na Grécia estabeleceu-se um campo de guerra, o qual culminou no final com a saída do governo do ditador Muhammad Hosni Said Mubarak, o qual teve início com a morte de um jovem desempregado, cujo sistema econômico penalizava grande maioria de pessoas marginalizadas no terreno político. Mais uma vez a internet sofreu cortes para evitar a comunicação rápida entre, principalmente, jovens que acamparam em praça do país por vários dias, que chamou a atenção e pautou (não poderia ser de outra forma) a mídia mundial.

Na América Latina o Chile tem dificuldades em controlar jovens e agora seus familiares que exigem modificação na política educacional do país,  que, privatizada durante o período da ditadura, impede que a população tenha condições de manter os estudos dos filhos, em busca de obter conhecimentos acadêmicos. Apesar do presidente conservador Miguel Juan Sebastián Piñera propor modificações no sistema educacional, os chilenos estão nas ruas esperando atitude convincente do presidente.

Enquanto os formadores de opinião midiáticos se preocupam com as crises econômicas, prioritariamente, estabelece-se uma onde de conflitos na sociedade em vários lugares, os quais vão se disseminando pela mídias tradicionais em consequência de movimentos que se espalham com o uso de meios tecnológicos de comunicação, desde os blogs e redes sociais.

Desta maneira, a comunicação on-line globalizada, que inicialmente foi sendo idealizada para a comercialização de mercadorias, em detrimento do movimento de pessoas pelo mundo, as mensagens eletrônicas, inadvertidamente, vão formando conhecimento da realidade de indivíduos que se descortina em diferentes nações (Talvez Mcluhan esteja certo, eis a Aldeia Global). Certamente, a instabilidade econômica está em paralelo ou em consequência com o grande fluxo de informação, o que provoca transformações na estrutura política e social no velho e novo mundo.

Princípios do jornalismo das organizações globo

A história será importante para conceber o que é transcrito e publicado nas diversas mídias do grupo, presente em todos os municípios brasileiros, cuja direção está em sintonia com o negócio local e global, às vezes mais do que com a informação isenta

 JORNALISMO – As organizações globo publicam hoje (7) em seus vários meios de comunicação o que seria seus princípios jornalísticos, tratando da isenção, contato com as fontes, fundamentos das coberturas e preocupação com o mais próximo da verdade e felicidade da sociedade. Se analisados de maneira mais detida, as regras estabelecidas pela direção do conglomerado não há nenhum acréscimo àquilo que se imagina o consensual no jornalismo. Nos bancos da escola, mesmo primária, há um grande debate sobre o comportamento das mídias, quando se aponta o seu ideal, muitas vezes longe da realidade que se vive.

A grande questão em voga nos dias de hoje, e preocupa as empresas de comunicação, é o fator novas tecnologias, que torna de alguma forma o público menos submetido às lógicas da informação de mídias tradicionais. Assim, iniciamos um tempo em que muitos passam mensagens para muitos, gerando informação de assuntos, muitos deles tratados pela imprensa, que no fundo faz emergir questionamentos e reprovação do comportamento de reportagens, produção de programas, etc.

Portanto, estabelecer as normas do jornalismo moderno, que o diferencia da conversa cotidiana é uma prioridade das redações, no entanto, deve ressaltar que os meios devem estar no intermediário entre fatos e sociedade, considerando que a informação é princípio da sociedade para definir espaço dos indivíduos no seu país e mundo, globalizado. Desta forma, os profissionais de comunicação tornam-se imprescindíveis, mas os programas noticiosos, agora passam pelo crivo da rede de informações informal e ampla, sem limites.

Por outro lado a preocupação da organização globo com a isenção e verdade está na contramão do que se propõe o jornalismo moderno, de posicionamento e definição editorial. Nada mais mentiroso do que imaginar notícia isenta, como se houvesse um modelo para se informar e chegar à verdade absoluta, ou próximo dela. O jornalista está inserido na sociedade, vivenciando suas agruras, governos e embate entre capital e trabalho. São eles que fazem jornalismo, e não os proprietários que cuidam do negócio. Desta forma, quando um jornal explicita sua posição política torna-se mais isento para informar do que aquele que se esconde por trás da objetividade, mas com objetivos claros, conforme interesse político, econômico e audiência.

Sobre o jornalismo da Rede Globo, infelizmente perdeu o tempo de avaliar as prerrogativas da verdade, pois recebeu benefícios de período político questionável, durante a ditadura militar, se posicionando ao lado destes governos e de uma elite, que defendia a manutenção de uma ordem que lhe era favorável em tempos de possíveis mudanças sociais. Prestou serviço que está longe de isenção, mas definiu a verdade numa relação com a ficção e não realidade cotidiana de mortes e prisões arbitrárias.

Sem delongas

Ainda vale ressaltar participação nas eleições de Collor de Melo na década de 90, quando preferiu a não isonomia de tempo entre os oponentes na famosa edição do Jornal Nacional dias ante do pleito eleitoral, quando Lula era o candidato dos trabalhadores. Leonel Brizola nunca deixou de evidenciar suas contrariedades com a empresa carioca que fez oposição efetivas as suas campanhas fluminenses. Além do que, com o objetivo empresariais monopolizou o esporte brasileiro, sendo a única TV a transmitir ou deixar de apresentar partidas de interesse das torcidas regionais, sempre em conformidade com sua programação novelística.

O que se espera de uma das maiores empresas de comunicação do mundo, com grande participação do imaginário nacional é a busca da ética e respeito ao público, que passou a ter mais escolha a assistir sua grande de programação de maneira arbitrária, principalmente nos horários nobres semanalmente e finais de semana, sem levar em consideração o interesse das comunidades fora do eixo Rio-São Paulo, tido com o centro do capital financeiro brasileiro.

O jornalismo das organizações globo, enfim, tem qualidade, pois, dispõe de profissionais de competência, quanto a isso não há dúvida, mas sobressai a incerteza sobre os propósitos apenas mercadológicos e políticos de seus mandatários, que certamente apenas revisou os princípios apresentados por jornalistas da empresa. A torcida é para que esta não seja a realidade e verdade, afinal, está longe a afirmação de isenção do conglomerado, de que  “‘Queremos ser o ambiente onde todos se encontram. Entendemos mídia como instrumento de uma organização social que viabilize a felicidade.’” “O jornalismo que praticamos seguirá sempre este postulado”.

A história será importante para conceber o que é transcrito e publicado nas diversas mídias do grupo que está em todos os municípios brasileiros, cuja direção está em sintonia com o negócio local e global, às vezes mais do que com a informação isenta.

Queda na avaliação dos EUA



CRISE NOS ESTADOS UNIDOS – O assunto do dia é a redução da nota de avaliação de risco financeiro dos Estados Unidos, que seria a mais alta AAA e caiu para AA+, conforme definido pela agência Standard and Poor’s (S&P). No entanto há uma ressalva, estas famosas instituições, espécie de termômetro que marca a segurança de investimento em um país, observada pelos empresários, erraram em suas análises sobre a solidez de países que caíram no período da chamada bolha imobiliária, há cerca de quatro anos.

Na realidade grupos econômico se organizam para evitar rupturas no sistema econômico, com vista ao global. Neste sentido, os Estados Unidos cometeram erros que causam preocupação aos organizadores desta estrutura. Muito mais um alerta ao governo do país da América do Norte, dos caminhos que procura trilhar com altos investimentos do Estado, numa sociedade que deve se nortear pela valorização dos mercados.

As agências sinalizam para a necessidade de redução do tamanho do Estado e valorização do liberalismo econômico, o que exigirá redução de gastos nas ações sociais, implementados pelo país, que vive em meio a duas guerras e com poder bélico assentados em várias nações mundiais.

A disputa política dos Estados Unidos pode abalar a confiança que sempre existiu dos empresários com investimentos internacionais, tendo como referência a terra de Tio Sam.

Diante do impasse, surge a pergunta? Qual seria o país que faria o controle do capitalismo globalizado? Eis a dúvida da mídia e dos mercados, pois seria a China – que mistura capitalismo com comunismo – a liderar a ordem global? Para os analistas trata-se de um sistema não confiável. Portanto, a ação das agências de avaliação torna mais complicada uma situação, que no final pode ser ainda pior.

Possível, então, imaginar que o endividamento dos Estados Unidos merece mais cautela que o apresentado até agora pelos meios de comunicação. Então é esperar para saber.

Pressão social e império em crise

Com se pode avaliar há uma pressão dos grupos sociais do andar de baixo para a distribuição da riqueza, na era da informação, situação sensível aos políticos que dependem de votos para perpetuar no poder

POLÍTICA GLOBAL – A crise econômica que atinge os Estados Unidos traz uma grande preocupação para o mundo neste século, e não seria para menos, afinal surgem algumas dúvidas pouco debatidas pela mídia, que se mostra atenta aos movimentos de mercado e inexoráveis mudanças no sistema capitalista vigente.  A questão mais importante a ser analisada é saber para qual caminho sistêmico seguirá a humanidade, com a perda do controle global dos destinos políticos e econômicos, na atualidade exercido pelo país da América do Norte?

Não somente a terra de tio Sam passa por dificuldades, mas fortes economias europeias sofrem com a perda de estabilidade financeira, aumento do desemprego e deverá passar por problemas políticos, com alteração substancial dos tradicionais quadros partidários. A manutenção de autoridades conservadoras preocupadas com a manutenção dos estatus quo social vai perdendo espaço, diante da instabilidade e insegurança das empresas nacionais que convivem com a falta de recursos para investimentos e poder de compra dos consumidores.

Neste sentido há uma inversão no crescimento global, com melhoria do desempenho para o crescimento sustentável dos países, antes chamados de terceiro mundo, hoje eufemisticamente conhecidos com em desenvolvimento, em detrimento das grandes nações movidas pelo capitalismo especulativo.
Nos Estados Unidos especificamente a disputa ferrenha entre Republicanos (conservadores) e democratas (vistos como liberais) demonstra o que está por detrás das preocupações dos países centrais. Pois, se os conservadores defendem a manutenção e aumento do poder econômico, os democratas entendem que é necessário investir no social, com grande número de pessoas em situação de desemprego e sem assistência do Estado, que se quer cada vez menor (o chamado estado neoliberal).

A crise que pode aumentar a pobreza em grande parte da população do país norte americano faz emergir a equivocada análise de que somente com um mercado forte, nas mãos de uma elite competente se pode alavancar o crescimento social. Afirmação que vem caindo por terra, pois é visível o descontrole econômico dos países ricos com uma classe que concentra riqueza, enquanto aumento o número de pobres. Com se pode avaliar há uma pressão dos grupos sociais do andar de baixo para a distribuição da riqueza, na era da informação, situação sensível aos políticos que dependem de votos para perpetuar no poder. Há por outro lado a força dos grandes empresários globalizados, exigindo atitude política para a ordem vigente das regras econômicas, pois temem perder além dos anéis os dedos.

No final, embora haja a afirmação de que o capitalismo vive de crises para se fortalecer, ao que parece às mudanças sociais atingiram o coração financeiro mundial. O reflexo virá, sendo possível acreditar no claro fortalecimento do Estado, e não a suma redução.

Futebol do espetáculo

Em resumo, possivelmente no Brasil, especialmente, o espetáculo está ceifando a arte

FUTEBOL - A derrota da seleção brasileira de futebol masculino no último domingo rendeu muita tristeza nos brasileiros acostumados, com as grandes vitórias em campo. Mas é preciso avaliar que passamos por uma fase ruim no esporte nacional, por razões que podem ser percebidas claramente. Uma delas é o excesso de mercadologização do atleta, principalmente, que no final deixa de ser um personagem da arte do drible, da artimanha para se tornar um vendedor de objetos para o público, que passa a nutrir por ele certa empatia. Outro fator, o excesso de centralização das decisões em poucos empresários-políticos que representam um mundo bilionário. O jogador apenas um instrumento para resultados.

Um dia trabalhamos em coberturas de futebol, na segunda divisão do campeonato mineiro, em tempos idos, acompanhando equipes do interior por emissora da região. O ambiente futebolístico sempre foi de muita emoção tanto nas derrotas como nas vitórias. Importante, sobretudo, as disputas e as grandes jogadas. As quatros linhas eram o lugar de se viver intensamente o esporte, preparado com clima de disputas entre os amigos do próprio clube, com muita festividade e amizade.

No entanto,  o futebol se transformou em uma grande empresa, ligada a empreendedores mundiais, que no final tem resultados financeiros como qualquer multinacional. O produto deste negócio, nem sempre é o bilhete de entrega para os jogos, mas invariavelmente o jogador, o qual pertence não somente ao time, mas a empresários. Situação que se estende aos meios de comunicação, que tem interesse na contratação de atletas por determinadas equipes, vislumbrando audiência e patrocínios.

Como reflexo das disputas deste mercado, presenciamos a briga aberta entre as televisões para transmissão das partidas, considerável parte da arrecadação dos times-empresa que buscam remuneração nos investimentos e organização.

Diante deste quadro, quem mais perde é a arte, o talento do jogador, de fato, muitas vezes sem espaço neste mundo do espetáculo. Para tanto, torna-se indispensável que o atleta ao entrar em campo precise contar com aparato de profissionais, como por exemplo cabeleireiros, profissionais que cuidam do visual. Certamente não é o exemplo dos tempos idos de Tostão, Zico, Nelinho, e outros. Pelé, certamente conhece esta realidade do marketing, pois vive sobretudo do mito formado nos áureos tempos do futebol arte.

Em resumo, possivelmente no Brasil, especialmente, o espetáculo está ceifando a arte.

Política e as privatizações do estado

Um órgão repassador de serviços talvez não seja o ideal, o que torna o chefe do executivo submetido aos desígnios da própria lógica de mercado

GESTÃO PÚBLICA – A discussão em torno da terceirização dos serviços prestados pela administração pública à população tem razão de ser, pois nesta gestão há um projeto que redução do estado, seguindo a análise de que o setor privado tem mais eficiência para oferecer qualidade na gestão do espaço público. O governo Marconi Perillo (PSDB) simplesmente segue as linhas defendidas e executadas por um segmento duro dos tucanos, que reúnem em torno do partido lideres empresariais, muitas deles ligadas o mercado global.

O estranho na determinação de Goiás é que este tipo de ordem administrativa vem sendo questionada nas eleições, quando se percebe a opção da sociedade pelo modelo do estado que se impõe nas negociações econômicas, envolvendo interesse público e setor privado.

Nos escândalos políticos há sempre a participação de empresas que tentam burlar leis e regras de conduta pública, no sentido de obter satisfatórios resultados particulares, o que nos leva a pensar os resultados de um estado, o qual tem nas suas bases administração feita apenas pelo setor.

Um órgão repassador de serviços talvez não seja o ideal, o que torna o chefe do executivo submetido aos desígnios da própria lógica de mercado, sem condições de interferir em assuntos que dizem respeito diretamente ao público, razão de sua existência política. Em essência, o líder político é eleito com a prerrogativa de zelar pela gestão pública e não regulamentar o interesse tão somente empresariais.

Afinal, depois da década de 90 tornou-se consensual a importância dos estados na regulamentação da economia e os riscos que se correm quando serviços essenciais passam a mão do setor econômico. Um exemplo claro foi a bolha imobiliária que explodiu nos Estados Unidos, com reflexo no país que não se resolve.

Politicamente, um governo se destaca nacionalmente pela competência de proporcionar crescimento econômico, qualidade de vida e igualdade social– ações que pode servir de modelo para galgar uma presidência da república. Infelizmente, em Goiás, apesar de uma economia em desenvolvimento, há uma vergonhosa e acentuada diferença de renda, o sistema de saúde e de segurança mantém problemas graves a serem resolvidos – questões públicas.

Neste prisma, a política estadual se configura a partir dos grandes grupos empresariais que estariam no nível dos centros econômicos e uma população que se aproxima de estados nordestinos, muitos deles resolvendo suas questões locais e permitindo crescimento e melhoria de vida da sua população.

Educação, vamos ser sinceros!

Antes de tudo precisa haver diálogo entre estas instituições, sem cair no reducionismo prático: “então acabamos com a prova da Ordem estamos conversados”

ENSINO SUPERIOR – O Alto índice de reprovação dos estudantes bacharéis em direito na prova da Ordem dos Advogados do Brasil levou a uma grande celeuma nos órgãos de imprensa no país, com reflexo nos formadores de opinião, o que nos arremete a pensar os rumos da educação brasileira e suas transformações esperadas. A princípio, entretanto, cabem alguns questionamentos: quais as prerrogativas dos gestores da instituição OAB, que ganha o status de filtro da boa educação para se formar advogado? Quais são as lógicas do sistema atual, direcionado para a produção e consumo, simplesmente?

Não seria sequer razoável pensar a educação fora dos espaços sociais, como se a população vivesse numa redoma, definida por determinada lideranças que estão acima das transformações necessárias, quando se pensa uma sociedade que tem seus movimentos contínuos. Neste sentido, o comportamento das pessoas sofre influência, num ciclo que não se repete na busca de adequação ás novas lógicas, conforme o sistema e suas pressões. As próprias religiões com princípios milenares sofreram por imposição mudanças radicais, caso contrário perderiam fiéis. No final, até mesmo a forma de interpretação vai se esmaecendo de narrativas de séculos, se adequando a nova visão de mundo, muitas vezes numa mistura entre religiosidade e capitalismo, pendendo mais para um lado ou outro.

Não há dúvida que o sistema com base no capital comercial, financeiro e funcionalista faz parte do meio acadêmico, tornando-se sobremaneira um equívoco imaginar que este é o comportamento somente das instituições particulares. As Universidades públicas vem a reboque deste processo, pensando o estudante a partir da empregabilidade de cada curso, abrindo mão do aprofundamento das teorias clássicas, fundamentais para a formação do pensamento crítico e estruturante, com exceções importantes. Ponto.

Neste mar revolto, em que o sistema exige manobras dos tripulantes não se pode conceber que não haverá adequação. Desta maneira, seria estranho pensar o comportamento social com base em navegação em águas calmas, se os movimentos silenciosamente são cada vez mais frenéticos. Ora, se há aumento da necessidade de consumo das pessoas a cada vez que sai à rua ou liga a televisão, não se pode querer que o empregado-estudante se disponha de convicções que estejam fora do discurso atual. Ou pode? Querer que alguém fique horas e horas fazendo leituras de volumosas obras clássicas, enquanto a ordem diz que o resultado imediato é mais importante e profícuo para uma vida feliz, agora?

As faculdades não apresentam em suas peças publicitárias nenhuma analogia ao princípio da reflexão, o estudante já é fisgado aqui, tecendo a teia da educação moderna, o qual leva ao pensamento de resultados possíveis, como enriquecer logo depois de formado. Como exemplo, no jornalismo, nossa praia, a reprodução bancada do jornal nacional, simplesmente, resulta em satisfação, muitas vezes plena de êxito. Então, uma pergunta, o que pensa a OAB neste sentido? Afinal, está na base de sustentação do capitalismo moderno.

Por fim, não traz conforto para o meio acadêmico saber que existe grupos externos ao campus universitário, prestando o papel de examinador de formados que passaram pelo crivo dos métodos de ensino, feito por pesquisadores qualificados da área de conhecimento. Desta maneira, os professores teriam que se adequar às lógicas de uma categoria e não exatamente ao modelo que se entende ubíquo para a formação de cidadãos, ativos num sistema social, não de grupos hedonista, conforme suas prerrogativas. Antes de tudo precisa haver diálogo entre estas instituições. Sem cair no reducionismo prático: “então acabamos com a prova da Ordem estamos conversados”.

Há sem dúvida descompasso entre academia e instituições sociais, que servem de suporte para uma sociedade do consumo, o grande ideal moderno, com intelectualidade que tende ao adequar-se. A OAB quer perpetuar a estrutura da ordem, mesmo diante de novos paradigmas desestruturantes.  Contudo, como se vê com mudanças ao longo do tempo.

Imprensa em crise no velho e novo mundo

No final, os países ditos centrais, em função de sua economia pujante, estão de olho nas suas mídias, mesmo que vem a público depois de escândalos que atingem nobres famílias

JORNALISMO – A concentração dos meios de comunicação não é um problema somente do Brasil, pois no Reino Unido depois do escândalo do sensacionalismo do jornal ”News of the World”, comum na mídia que trata jornalismo apenas como mercado, há uma viela de debates sobre o assunto, o que está ocorrendo. Entretanto, infelizmente, se depender dos grandes conglomerados brasileiros ficará circunscrito ao velho mundo. Mas, de fato, a concessão de meios de comunicação precisa ser discutida também ao sul da linha do equador. Sem dúvida, há poucas famílias com o monopólio da comunicação das mídias, o que ataca a igualdade e democracia.

Alguém em sã consciência pode afirmar se tratar de empresas, portanto, o resultado que se espera é o lucro, os resultados políticos, o qual no sistema capitalista é consensual investimento que gere resultados. Contudo, é importante destacar que os meios eletrônicos como Rádio e Televisão são concessões públicas, feitas pelo estado, um ente de representação social.  Afinal, não se devem pensar meios de comunicação como uma empresa que comercializa secos e molhados. Há implicações no processo comunicativo que diz respeito ao coletivo.

Ademais, torna-se fundamental analisar o direito a todos ao processo comunicativo, de tal ordem que haja lugares diferentes de comunicação. A rigor, a informação se relaciona a economia, poder político e desenvolvimento social.  Para facilitar o entendimento basta olhar para estados que elegem determinados líderes políticos, eternamente, assentados na publicidade hibridizada no “jornalismo sério e isento”.  Neste raciocínio o surgimento de novas lideranças e pensamento tem a ver com comunicação midiática – mediações.

Desta forma, pensar a estrutura dos meios de comunicação de um país significa estudar os seus caminhos e perspectivas, mesmo considerando os jornais impressos, desvinculados das prerrogativas estatais, mas amarrados no debate tratado pelo conjunto dos meios. A América Latina conhece bem esta realidade, pois na década de 80 precisou reunir pensadores para discutir a comunicação, que atravancava o futuro da região. Apesar de poucos, das reuniões saíram determinações e tornou-se explícito o que teimava ser escondido: o excesso de programas enlatados que chegavam das nações desenvolvidas, que formava uma sociedade com ideias fora de lugar.

No final, os países ditos centrais, em função de sua economia pujante, estão de olho nas suas mídias, mesmo que vem a público depois de escândalos que atingem nobres famílias. Paradoxalmente, por aqui as empresas de comunicação estão de olho nas mudanças da ordem pública, no sentido de resistir e manter. Uma condição inclusive que favorece o velho mundo, de economia globalizante.

Aécio, muito o que dizer na Folha

O Neto de Tancredo Neves sempre se mostrou vivendo intensamente dois mundos distintos, o de garotão das grandes festas entre Rio de Janeiro e São Paulo e o do cenário político

POLÍTICA – A sensação que aflora na sociedade nos tempos atuais é que o jogo político está cada vez mais acirrado, com cada jogador e instituições tentando convencer o maior número de pessoas sobre seus projetos. Para esta semana, nesta ampliação do discurso de grupos da liderança partidária, Aécio Neves torna-se articulista do jornal Folha de S. Paulo, lugar que também foi ocupado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O jornal de maior circulação do país sabe da sua importância e valoriza a característica paulista de ser, da ampliação econômica escorada na política, que deveria também se preocupar com o social.

Na condição de mineiro nunca consegui ver em Neves o grande líder político, apesar de estar permanentemente sendo destacado pelos meios de comunicação mineiros e paulistas. O Neto de Tancredo Neves sempre se mostrou vivendo intensamente dois mundos distintos, o de garotão das grandes festas entre Rio de Janeiro e São Paulo e o do cenário político, reproduzindo ideias conhecidas pelos brasileiros: o mesmo do mesmo.

Em Minas Gerais, diante de velhos homens da política em meio aos tradicionais nomes, Neves se destaca com grande popularidade entre os mineiros, mantido por avassaladora quota de publicidade, tanto em seu estado como nos grandes veículos de São Paulo e Rio de Janeiro. Portanto, está sempre nas páginas das grandes mídias nacionais, como se mostra o interesse das empresas de comunicação por FHC, que intensa exposição midiática, que se espalha pelo país do centro.

Economista pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, o político se apresenta como um jovem capaz de salvar o Brasil, diante da velha política e dos velhos políticos, mas infelizmente não oferece nacionalmente um discurso, não tem bandeiras, a não ser das lógicas de aproximação público-privado, abertura de rodovias, negociações com o comércio e instituições internacionais. Em essência, o que os tucanos de um modo geral vivem reproduzindo, sem acrescentar novidades para um país de injusta desigualdade e problemas sociais. Não é por outro motivo que seu companheiro de partido, José Serra, é sempre criticado pela possível aversão aos pobres.

Assim, de imediato a convicção que sobressai é a busca da manutenção de discurso e modelo social que se arrasta por séculos, com mudanças no sentido de fortalecer as lógicas permanentes. Aumentando-se os enfrentamentos políticos, a imprensa ganha sempre mais importância, conforme sua participação no cenário político. Sobretudo, se considerarmos que o Brasil reproduz o que vem das capitais paulista e carioca.

2012

Mas será que falta iniciativa por parte de outras lideranças ou realmente trata-se um terreno absolutamente pantanoso, em que não vale a pena se arriscar, mesmo considerando ser o país democrático?
 
POLÍTICA – Na política existe um jargão que diz: políticos devem sempre estar em campanha, mesmo que o próximo pleito esteja distante; político não dorme, pois está sempre em atividade partidária. Seguindo esta análise a definição para a cadeira de prefeito da capital de Goiás vem sendo confabulada há tempos, sobretudo durante o processo eleitoral para governador, quando as pedras estavam sendo jogadas e organizadas. Mas neste instante de decisão das candidaturas a pergunta é: quais são os candidatos?

Pensar a resposta leva a uma afirmação já conhecida pela população brasileira, faltam nomes. Não há dúvidas a candidatura do atual prefeito Paulo Garcia (PT), cujo partido de sua base já está na presidência da república por quase uma década, portanto, formando uma ordem política que se estende a todo país. Inevitavelmente, o partido dos trabalhadores buscaria seu espaço em Goiás, como ocorre, numa onda em que as classes fora do centro econômico participam mais efetivamente das definições políticas, pelo menos na hora do voto. O que em tese daria vigor ao partido dos trabalhadores.

Mas quais são os integrantes do pleito? Demóstenes Torres (DEM) se apresentou, mas em alguns momentos declina de sua candidatura, com a esperança de se tornar agente importante para alavancar o seu partido, o democratas, que ao longo da última década perde membros partidários e votos da população – está de fato sem vigor. Diante da indefinição, o senador goiano se mostra decidido a levantar bandeira da direita brasileira, do liberalismo (o mundo é do capital) e defesa aberta de uma ordem conservadora para o país.

Pode ser uma saída para o partido, mas certamente encontrará resistência numa sociedade que, embora conservadora, sabe do resultado da hierarquização política de uma sociedade. O Brasil tem maus exemplos nesta linha de raciocínio. Desta visão de ordem e progresso surgiram caciques que tornaram regiões inteiras submetidas ao determinismo político de famílias, chamados de coronéis.

Pois, bem. Se não é Torres, quais são os outros candidatos? Quais são os partidos da vez? Sem dúvida, faltam nomes e legendas representativas com símbolo de vitória. Mas em especial qual a razão desta carência de lideranças públicas novas? A resposta mais próxima da realidade é: a política brasileira gira em torno de algumas figuras,  que impedem novos nomes surgirem. E quando mais concentrador o espaço político, menos chances de alteração neste universo, que resultaria em democracia e participação. Exemplos é que não faltam pelo Brasil.

A rigor, nos últimos tempos Goiás esteve entre dois nomes centrais: Iris Rezende (PMDB) e Marconi Perillo (PSDB). Em torno deles a política e seus seguidores. Mas será que falta iniciativa por parte de outras lideranças ou realmente trata-se um terreno absolutamente pantanoso, em que não vale a pena se arriscar, mesmo considerando ser o país democrático? Se assim for, então, chegou a hora de repensar a política e a sua função social goiana e brasileira.

Franco, entre velho e novo

Um país se constrói a cada passa, no qual todos tem sua participação, mesmo para afirmar a sua negação

POLÍTICA – A morte do mineiro de Juiz de Fora,  Itamar Franco, nesta sábado aos 81 anos, revela que a política está permanentemente em movimento, assim como a sociedade. Político conhecido pela população, principalmente depois de assumir a vaga deixada por Fernando Collor após sofrer impeachment, quando surgiram várias denuncias de envolvimento ilícito no seu governo em 1992, tendo como mentor o famoso PC Farias, morto ao lado da namorada, cujo caso continua sem solução pela justiça.  Oportunidade para Franco se tornar o segundo presidente não eleito, depois de José Sarney (que assume na Vaga de Tancredo Neves eleito), nos governos ditos democráticos, com término dos governos linha dura, militares.

Na sua trajetória passou pela PTB, depois MDB e finalmente PPS, embora a concepção de partidária seja, no Brasil, uma exceção para agremiações que mantém suas bandeiras.

A morte do engenheiro demarca o entre novo e velho da política moderna brasileira. Pois, certamente, não haveria espaço para Itamar Franco para a presidência da República, em tempos de conflitos que não são somente locais, mas globais. Neste sentido, importante que se diga que as representações partidárias se escasseiam, diante de um discurso conservador de grande parte do parlamento nacional e a realidade de empresas e trabalhadores que atendem os preceitos também mundiais.

Irremediavelmente, a sociedade está mais complexa e os enfrentamentos de uma política são maiores, mas ainda persistem novos e velhos políticos que representam o nacionalismo imaculado das lutas que vem de fora. Outros por sua vez, exageram na sua modernidade, para impedir que os clamores sociais ganhem espaço e a voz encontre grupos com mesmas ideais espalhadas.

No final, entretanto, Franco deixa seu legado e sua história, parte dela importante para o desenvolvimento do Brasil. Pois, afinal, um país se constrói a cada passa, no qual todos tem sua participação, mesmo para afirmar a sua negação.

Pensando a dúvida

Mas como defender o Estado mínimo quando se imagina que o sistema seria ordenado por pessoas preocupadas com interesses apenas particulares?

 












ÉTICA – Uma pessoa convive com dúvidas que são eternas diante da complexidade do ser humano, muitas sem respostas. Entretanto, algumas são interessantes porque trazem nas afirmações os próprios problemas que muitas vezes não são pensados, e que não gera questionamento, mas que deveria. Como por exemplo, o grande debate das licitações, sob a qual pesa a incerteza sobre a idoneidade das empresas concorrentes – neste momento sobre as obras dos estádios de futebol para a copa de futebol no Brasil e aeroportos. Afinal, o Estado seria o único ente responsável em evitar que instituições privadas tomem dinheiro público com objetivos privados?

Como disse sobram as dúvidas, pois não seria de imaginar que os empreendedores das grandes fortunas seriam pessoas sérias, do mais alto rigor éticos na busca da justiça social, tratando com respeito a população brasileira, em grande parte os consumidores de seus produtos?

Entretanto, não é esta as afirmações dos jornalistas que tratam o tema, chamando sempre a atenção do Estado pela rigorosa fiscalização, que segundo estes analistas não é feita de maneira eficiente, o que permite as verbas do público sair pelo ralo – ou seja, encher o bolso de algumas autoridades bem “intencionadas” do mercado.

Mas surge uma outra questão, também importante. Mas como defender o Estado mínimo, quando se imagina que o sistema seria ordenado por pessoas preocupadas com interesses apenas particulares? Então, há um paradoxo no próprio discurso de alguns analistas, que defendem a livre concorrência, que no final, conforme a própria revista Veja esta semana, licitações como idealizada, na verdade não existe, mas somente é de fachada para atender a burocracia e ganhar rios de dinheiro, num processo de negociação marcada entre grupos seletos.

As licitações, portanto, precisam ser pensadas de maneira tal que se evite perdas de recursos públicos, cujas pessoas que estejam nas prefeituras, estado e União saibam que o jogo é jogado, há grupos com grande poder econômico que tem mais instrumentos para ganhar a partida. Desta forma, os políticos eleitos precisam ser eficientes para tornar igual as contendas. Caso contrário, haverá mudanças do perfil do sistema social de justo e igualitário para injusta e concentrador (Ops! Não seria o contrário?). Alguma novidade?

FHC, academia e liberalismo

No pensamento da maioria da população nacional, a academia seria o lugar para encontrar soluções para as grandes mazelas sociais, por possuir pensadores de alto nível. Não há dúvida sobre a premissa, mas que no seu conjunto não é verdadeira

SOCIEDADE – O Ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso completa hoje (18) aniversário de 80 anos, tornando-se um ícone da relação entre academia e política no Brasil. uma personalidade que gera muitas discussões envolvendo dois campos sensíveis para formação do pensamento e estrutura social.  A rigor, trata-se de um dos importantes sociólogos brasileiros, com amplo espaço na mídia nacional, professor de uma das instituições mais prestigiadas da América Latina, a Universidade de São Paulo (USP), em que fazia parte de seu quadro de professores a sua esposa, a antropóloga Ruth Cardoso.

Filho de militar, Cardoso na realidade nunca foi uma personagem da esquerda do país – embora muitos tenham acreditado nesta versão -, pois em nenhum momento se posicionou favoravelmente aos grandes temas sociais, tão caros aos intelectuais que assumem esta posição, como resistência ao capitalismo global  e marginalização de pessoas da periferia – sobretudo na América do Sul. Entretanto, manteve diálogo com pensadores de esquerda ao traduzir obras do alemão Karl Marx (autor que faz emergir o termo marxismo) para o português.

Inclusive durante a ditadura preferiu se exilar do Brasil no Chile, como tantos outros que estariam sendo caçados pelo regime. Para muitos de seus adversários sem razão, pois não havia nenhuma referência sobre seu nome entre os procurados – uma precaução, talvez.

Fernando Henrique Cardoso se transforma em um pensador emblemático e intelectualmente representante do Brasil sobre temas internacionais, como fonte confiável da imprensa brasileira e internacional, cujos órgãos evita o discurso antiglobalização. Seleciona os interlocutores no sentido de fazer valer um pensamento previamente estabelecido, mesmo considerando a capacidade teórica do ex-presidente para entender seu lugar de fala e posicionamento, que diz respeito a um país em desenvolvimento e importante, submetido às lógicas dos grandes centros globais.

Como muito foi debatido nos meios acadêmicos, não seria possível acreditar que a América Latina pudesse sair de sua crise puxando seus próprios cabelos, mas não havia possibilidade de se desenvolver na dependência eterna dos grandes centros econômicos – conforme debate dos anos 80 sobre a Teoria da dependência da América.

Não há dúvida que enquanto FHC esteve no palácio do planalto, o Brasil conviveu com uma terceira via política que, no final, apenas tentava maquiar o que seria um sistema de livre comércio, com grande peso da economia das grandes indústrias internacionais, mercado financeiro, sobre os ombros de uma nação apenas emergente. Não dá para negar que o PSDB, partido de Cardoso se aproxima de um sistema de mercado, tendo em vista a privatização de empresas estatais e eficiência burocrática de um sistema liberal, no qual vence quem tiver mais poder econômico, neste jogo inclusive estão os miseráveis da região – desigual.

No pensamento da maioria da população nacional, a academia seria o lugar para encontrar soluções para as grandes mazelas sociais, por possuir pensadores de alto nível. Não há dúvida sobre a premissa, mas que no seu conjunto não é verdadeira. Possível afirmar que boa parte da academia se aproxima dos dogmas de um sistema liberal de pensamento, embora não seja a maioria, mas é a parte que recebe mais visibilidade. Desta forma, não seria de estranhar a grande publicidade de um dos seus ícones, que aparecerá nos jornais durante este período de festa de bolo e velas, e não somente no Brasil.

Em resumo, globalização, América Latina, pobreza, capitalismo e exclusão sempre estarão na moda e nas pautas dos meios de comunicação, e seus seguidores  receberão luzes de um cenário, do qual fazem parte como importantes atores e modelos sociais.

Parabéns aos aniversariantes do dia, inclusive Fernando Henrique Cardoso.

Popularidade de Obama num país em crise


Afinal, para os impérios acima de tudo o poder, que são dependes da política, economia e comunicação, dentro das velhas tradições. O mundo parece querer mudar

POLÍTICA GLOBAL – Todas as vezes que os grupos representantivos não conseguem responder as crises de um país, logo vem à informação que a figura de seu líder está em queda, como se os problemas de uma nação ocorresse em função da incompetência de uma única pessoa. Afinal, nunca é demais repetir: não há governo sem grupos de autoridades a sua volta, estas são formadas por contingentes que envolvem os grandes interesses de valorosos nomes que, de fato, se propõem a conduzir os governos e o país. Nos Estados Unidos não será diferente.

Conforme editorial do jornal Folha de S. Paulo, publicado hoje (12), “Foram efêmeros os efeitos positivos do assassínio de Bin Laden na popularidade do presidente americano, Barack Obama. Segundo pesquisa do jornal “Washington Post” com a rede de TV ABC, sua aprovação era de 47% em abril, pulou para 56% após a morte do terrorista e, neste mês, retornou ao nível anterior”.

Certamente, nem mesmo os números são exatos, mas não se deve desconsiderar a perda de popularidade de Obama, considerando que os Estados Unidos vem sendo questionados da sua posição no comando da ordem global.

Na realidade a crise que atinge o Estado mais rico do mundo diz respeito aos procedimentos políticos e econômicos, de uma nação que vive em torno de seu símbolo de poder. Como há movimentos sociais, pessoas simples que estão na base deste processo, inevitável às transformações. A globalização torna o mundo em mais complexo e difícil de controlar, e não basta a força para a sua ordenação. Muitas vezes os discursos do império sofrem resistências pontuais, que se espalham.

Os pés do gigante (economia, política e comunicação) começam a não sustentar o seu peso. Neste sentido, haverá trocas sucessivas para a manutenção de uma ordem que não obtém mais respaldo na ordem global.

O capitalismo vive de crises, bem verdade, mas suas rupturas levam as mudanças inexoráveis de comportamento daqueles que sustenta normas e valores. Mas é importante notar que as crises resultam a movimentos não somente nas trocas econômicas, mas de um sistema como um todo, até mesmo da liderança de países.

Neste sentido, a China vem se mostrando a bola da vez, com um comunismo interno e capitalismo externo. Portanto, as duas coisas se misturam, mas não se trata somente das lógicas dos grandes falcões, do establishment.

Razoável, pensar que Obama não será mais será reeleito, pois a aposta em uma figura que tivessem signos de integração entre diferentes nações, com estilo de vida mais próximo aos excluídos, parece que não deu certo. Afinal, para os impérios acima de tudo o poder, que são dependes da política, economia e comunicação, dentro das velhas tradições. O mundo parece querer mudar.

Discurso midiático da globalização

O jornalismo neste século torna-se mais importante do que o estrangulamento econômico que determinados grupos devem se submeter e equilibrar-se

Nos tempos modernos continua havendo um grande debate acadêmico em torno das lógicas econômicas, que seriam responsáveis pela padronização do pensamento social, numa posição de esquerda. Na realidade o ponto de visão deve ser outro, pois não se trata do poder de lideranças empresariais de definir o conhecimento dos indivíduos para passividade diante de um sistema dominador.

O olhar, depois de séculos, de pura repetição talvez não tenha dado conta de perceber da realidade. A rigor, deste o surgimento da sociedade deve se observar o discurso, enquanto ponto de referência para a formação de conhecimento e relações sociais. Neste sentido, na globalização os meios de comunicação ganham notoriedade e importância administrativa da ordem global.

Já analisado exaustivamente por alguns autores, as diferenças de classes possivelmente não esteja na base econômica simplesmente, nem o resultado da atitude e valores de uma classe sobre outra, mas na reprodução discursiva de programas noticiosos, em especial, que estariam na formação da aceitação como norma das diferenças – consubstanciada com a necessidade do progresso -, cujo reflexo não atinge somente os espectadores, como também os valores culturais de uma classe de profissionais, os quais lidam diariamente com a informação que ativam percepções.

Um ciclo que passa inclusive pelos meandros da ciência, quando nos bancos das escolas, inclusive de jornalismo, enquadra o futuro profissional nas lógicas das práticas, definidas a partir dos chamados valores notícias do campo de comunicação. Numa observação atenta sobre a revista Veja é fácil perceber a grande preocupação do meio com o comportamento dos indivíduos, educação (inclusive sexual), política e tecnologias, com ponto fixo nas lógicas globais.

Não se trata de dizer que a globalização não existe, mas sua tessitura está assentada numa “fala” que reproduz um sistema, permitindo a continuidade com mais eficiência das grandes diferenças na sociedade – inclusive com o avanço da educação formal -, que não diz respeito a uma classe, mas países e grupos de indivíduos, dentre destas nações.

Desta forma, como exemplo, cabe perguntar quais são os discursos proferidos pela América Latina, do Oriente Médio, dos países não capitalistas e periféricos? Não há uma inserção no espaço social sequer dos meios de comunicação locais, que na maioria das vezes repetem o que vem dos grandes centros comerciais e políticos.

O econômico, por sua vez, vem a reboque destes valores de fala, os quais estão permanentemente em fluxo pela aldeia global. Desta forma, o meio constitui a mensagem para um sistema de globalização moderno. O jornalismo neste século torna-se mais importante do que o estrangulamento econômico que determinados grupos devem se submeter e equilibrar-se.

Não se trata simplesmente de ideologia, portanto, mas de agendamento, conforme valores notícias, que põe em sintonia mídia, ciência e capital. Em essência, o jornalismo ganha poder na administração global, substancialmente.

O paradoxo de Palocci

A entrevista do chefe da casa civil ao jornal nacional serviu como último recurso para salvar o ministro, que sem o apoio do partido, com críticas sucessivas na imprensa e a indiferença da presidente, não havia outra solução, tentar o apoio popular

 
GOVERNO – A cada dia devemos nos convencer que o debate mais importante nem sempre é feito em público. No caso do enriquecimento – que de fato conforme as regras da lei -  de Antonio Palocci há um paradoxo que merece ser analisado, pois qual a razão que as lideranças políticas conservadoras, grande parte dependentes do mercado e indústria, tem de querer a saída do ministro do principal cargo do comando do governo de Dilma Rousseff (PT)?

A resposta parece simples: desestabilizar a administração petista e colocá-la no balcão de negócios, de maneira a facilitar a inserção do capital volátil na esfera pública.

Não há dúvida que Palocci está longe de ser um petista radical. Está mais para um negociador que é sensível à participação dos grandes empresários nacionais e internacionais, os chamados players, na governabilidade. Tanto é verdade que conseguiu reunir em pouco tempo uma fortuna, que seria no mínimo estranha para um esquerdista trotskista de carteirinha.

O ministro é um bom negociador e interlocutor entre governo e capital. Então por que vem sendo questionado pela grande mídia, com fontes políticas tradicionais? O que demonstra pouca habilidade política da direita e falta de sintonia com o grande capital.

Na realidade a queda de Palocci se deve, o que se pode conjecturar, ao chamado fogo amigo, pois há uma visível diferença entre as linhas ideológica do partido dos trabalhadores, sendo que os seus correligionários não veem o ministro alinhado com as lógicas partidárias, e por uma questão de espaço passou a ser alvo de críticas internas, com mais material para a mídia.

O governo sangra sem parar, a direita faz o jogo que interessa aos grupos políticos de oposição, de tal ordem que deverá haver um rearranjo no governo de Rousseff. Desta forma, a saída do principal agente político do quadro atual do Palácio do Planalto deverá ceder lugar para outro nome nas próximas semanas.

A entrevista do chefe da casa civil ao jornal nacional serviu como último recurso para salvar o ministro – em essência nada acrescenta ao que já estava dito – que sem o apoio do partido, com críticas sucessivas na imprensa e a indiferença da presidente não havia outra solução, tentar o apoio popular. No entanto, a população, por sua vez deve achar muito estranho o ministro petista se enriquecer tão rapidamente, com negociações com grande empresas do mercado financeiro. Para o governo não há solução.

Peru, popular ou conservador?


Se as eleições do Peru fossem decididas pelo establisment brasileiro Keiko Fujimori seria eleita com grande vantagem sobre Humala, pois este gera grandes dúvidas sobre a preservação do mercado

AMÉRICA LATINA – Neste domingo (5) os eleitores peruanos fazem suas escolhas em segundo turno do próximo presidente da república, de uma das nações que mais cresceram nos últimos anos na América Latina, sob a força do mercado global. Um país que a exemplo de toda a região convivem com riqueza e pobreza, numa relação desigual, eternamente favorável a uma minoria que tem mecanismos para amealhar recursos, enquanto que os nativos vivem, muitos deles, na pobreza, marginalizados no seu próprio país. Nada de novo.

A novidade está que a cada movimento político há uma participação maior dos chamados excluídos no processo de definição de seus representantes, o que torno as campanhas mais difíceis para os candidatos que representam parcelas da sociedade. Como reflexo há um grande debate nos meios de comunicação nacionais, principalmente nos países líderes da globalidade econômica, que sempre expõe a grande tensão entre nomes populares e conservadores.

No Peru, especificamente, o crescimento econômico não fugiu à regra, levou paradoxalmente a exclusão social, ou seja, o bolo cresceu e não foi dividido de maneira igualitária, democraticamente. Com a resistência dos peruanos pobres os nomes que fariam jus aos interesses econômicos liberais saíram do jogo, ficando apenas Ollanta Humala (esquerda) e Keiko Fujimori (conservadora), filha de Alberto Fujimori, preso por crimes contra a população, embora visto por grandes obras no país.

Se as eleições do Peru fossem decididas pelo establishment blasileiro Keiko Fujimori seria eleita com grande vantagem sobre Humala, pois este gera grandes dúvidas sobre a preservação do mercado e os resultados financeiros para as grandes empresas internacionais, que exploram as riquezas Latino-americanas. A herdeira política de Fujimori tornou-se mais aceitável, talvez com possibilidade de negociação mais fácil com o mercado internacional. Contudo, não parece ser esse o desfecho final das eleições no país, como se mostra última pesquisa de universidade nacional. Será, sem dúvida uma eleição apertada, a rigor.

Não há dúvida que a luta entre capital e distribuição de riqueza continua sendo o grande debate, com aumento da participação popular nos eventos nacionais que dizem respeito aos interesses populares. Assim, os enfrentamentos somente fazem aumentar.